Alvo da Abin paralela, Otto reage: ‘Ficha limpa não se intimida com celerados bolsonaristas’

    ‘Espiões e marginais usaram a Abin, sob comando do servil Augusto Heleno, na busca de elementos para nos atacar’, protestou o senador

    Foto: Divulgação / Senado Federal

    O senador Otto Alencar (PSD-BA) se manifestou, neste sábado (3), após seu nome aparecer na lista de autoridades supostamente espionadas ilegalmente pela chamada “Abin paralela”, que segundo investigações da Polícia Federal (PF) era operada pelo ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e hoje deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), contra desafetos de Jair Bolsonaro (PL);

    “Espiões e marginais usaram a Abin, sob comando do servil Augusto Heleno, na busca de elementos para nos atacar”, escreveu o parlamentar baiano nas redes sociais, citando o general Augusto Heleno, que comandou o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), órgão ao qual a Abin está subordinada.

    “Comigo perderam tempo. Ao longo da minha vida pública não tenho denúncias no MP ou respondo a qualquer processo. Ficha limpa não se intimida com celerados bolsonaristas”, concluiu Otto, que antes mesmo de revelada a lista de alvos da “Abin paralela”, revelou que seu celular foi clonado e grampeado, e já expressava desconfiança de espionagem por conta de sua atuação na CPI da Covid.

    “Desde o começo de 2024, a PF investiga, de forma incansável, essa e outras informações que levaram o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD/MG) a solicitar ao Supremo Tribunal Federal a lista dos congressistas que foram alvo dessa investigação criminosa e, se assim confirmada a denúncia, processar os autores”, disse o senador, no sábado (2).