Publicado em 20/06/2026 às 07h18.

André Mendonça suspende vídeo impulsionado que associa Lula ao PCC e CV

A decisão também obriga a Meta a impedir novas divulgações patrocinadas do conteúdo no Facebook e no Instagram

Luana Neiva
Foto: Carlos Moura/SCO/STF

O ministro André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou nesta sexta-feira (19) que o Partido Liberal (PL suspenda o impulsionamento de um vídeo que associa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a pessoas investigadas por envolvimento com facções criminosas. A decisão também obriga a Meta a impedir novas divulgações patrocinadas do conteúdo no Facebook e no Instagram.

A medida foi tomada após representação da Federação Brasil da Esperança, responsável pela pré-candidatura de Lula à reeleição. Segundo a ação, o diretório nacional do PL gastou R$ 4,5 mil para promover o vídeo nas redes sociais.

De acordo com a federação, o material reúne trechos isolados de reportagens sobre influenciadores e cantores presos recentemente em operações policiais para sugerir uma ligação dessas pessoas com o presidente da República.

Ao analisar o caso, Mendonça destacou que a legislação eleitoral não impede críticas políticas, mas proíbe o uso de recursos financeiros para ampliar artificialmente conteúdos destinados a atacar adversários.

“A vedação normativa é objetiva. O ordenamento eleitoral não proíbe, em termos absolutos, que partidos e agentes políticos realizem críticas a adversários, governos, lideranças públicas ou pré-candidatos. O que se veda, para fins de impulsionamento pago, é a utilização de recursos financeiros para promover artificialmente conteúdo destinado à depreciação de adversário político”, afirmou.

O ministro também ressaltou que a decisão se limita ao vídeo questionado e não impede manifestações políticas ou críticas ao governo federal.

“A presente decisão não impede o representado de realizar críticas políticas ao presidente da República, ao governo federal, à federação representante, ao Partido dos Trabalhadores, a políticas de segurança pública, ao enfrentamento do crime organizado ou a quaisquer temas de interesse público, desde que não promova impulsionamento pago de conteúdo negativo contra adversário político”, completou.

Luana Neiva
Jornalista formada pela Estácio Bahia com experiências profissionais em redações, assessoria de imprensa e produção de rádio. Possui passagens no BNews, iBahia, Secom e Texto&Cia.

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