Angelo Coronel ignora chapa puro-sangue e crava: ‘Não aceito outro cargo’
Senador explicou motivação para pleitear reeleição

Apesar das especulações sobre a possibilidade de uma chapa puro-sangue nas eleições de 2026, o senador Angelo Coronel (PSD) permanece resistente em recuar da disputa e demonstra que continuará buscando o seu espaço na chapa majoritária ao lado do pretenso candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT).
Em recado duro à base petista, o congressista disse: “Não serei candidato a outro cargo se não for um cargo de senador. Não aceito outro cargo”. As declarações foram dadas durante entrevista à Rádio Sociedade, na manhã desta segunda-feira, 11.
Na oportunidade, ele também explicou os motivos que o levam a pleitear um assento no Senado. “Eu estou me colocando novamente como candidato a senador porque estou filiado a um partido grande, o PSD. Se eu tivesse em um partido pequeno, ficaria mais difícil de fazer uma composição. O tempo de TV e rádio faz diferença”, contou Coronel.
O parlamentar justifica que a sua decisão de se manter no tabuleiro político como pré-candidato ao Congresso deve-se a uma escolha pessoal, que está respaldada na Constituição Federal.
“Só ficaria na política se fosse para disputar a reeleição. A reeleição me permite constitucionalmente. Se outros querem disputar, porque Angelo Coronel não pode? É um direito que me assiste”, afirmou o senador.
Coronel também ressalta que, até o momento, a sua posição não está em jogo. Isso porque, segundo ele, o seu posicionamento conta com o aval do seu partido, que na Bahia, é presidido pelo também senador Otto Alencar.
“Eu acho que espaço conquistado, tem que ser preservado. O PSD tem Otto Alencar como senador, me tem como senador, são dois senadores do PSD, e nós vamos continuar trabalhando para manter o nosso espaço. O partido já referendou que o nome de Angelo Coronel é imexível. Isso é praticamente unanimidade”, declarou o congressista.
Angelo Coronel do lado da oposição?
Caso a chapa puro-sangue seja concretizada, isto é, com a composição dos nomes de Jerônimo Rodrigues, como candidato à reeleição, e Jaques Wagner e Rui Costa, como candidatos ao Senado, todos do PT, o senador Coronel não descarta a possibilidade de conversar com outros grupos, principalmente, com ACM Neto (União Brasil), rival histórico dos petistas.
“O importante é não destruir as pontes, não obstruir caminhos, e é isso que a gente procura fazer. Deixando as portas abertas e as pontes ativas para qualquer encaminhamento futuro. Tudo pode acontecer”, disse o pessedista.
Questionado se já conversou com o ex-prefeito de Salvador sobre o assunto, Coronel diz que é “amigo pessoal” do político e afirmou que não aceitará ter suas amizades patrulhadas por outras agremiações.
“Já fizemos campanha juntos em duas oportunidades. Ele é meu amigo particular, de frequentar a minha casa, de tomar uísque lá”, falou, ao se referir a ACM Neto. Ele ainda complementou:
“O PT sabe quem eu sou. Sabe que não sou aquela pessoa que pode ser patrulhada. Não aceito que ninguém patrulhe as minhas amizades, em hipótese alguma. Não é porque estamos em partidos opostos que precisamos nos tratar como adversários pessoais”.
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