Ao lançar programa, Bolsonaro defende ‘impor’ escolas cívico-militares

    "Nós não queremos que essa garotada cresça e, no futuro, seja um dependente até morrer de programas sociais do governo", disse presidente

    Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

    Ao lançar nesta quinta-feira (5) um programa com o objetivo de incentivar a criação de escolas cívico-militares, o presidente Jair Bolsonaro defendeu a necessidade de “impor” esse modelo educacional como forma de combater a “dependência” de pessoas de programas sociais.

    O Distrito Federal já adota a militarização em algumas unidades de ensino, e o governador Ibaneis Rocha (MDB) participou do evento no Planalto.

    “Temos aqui a presença física do nosso governador do DF, Ibaneis. Parabéns, governador, com essa proposta. Vi que alguns bairros tiveram votação e não aceitaram. Me desculpa, não tem que aceitar, não. Tem que impor”, afirmou Bolsonaro.

    “Se aquela garotada está na quinta série, está na nona série e na prova do Pisa não sabe uma regra de três simples, não sabe interpretar um texto, não responde a uma pergunta básica de ciência, me desculpa, não tem que perguntar para o pai, irresponsável nesta questão, se ele quer ou não uma escola, de certa forma, com militarização. Tem que impor, tem que mudar”, acrescentou o presidente.

    Citado pelo chefe do Palácio do Planalto, o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), mencionado por Bolsonaro, avalia, a cade três anos, o desempenho escolar de vários países em três quesitos principais: matemática, ciências e leitura.

    “Nós não queremos que essa garotada cresça e, no futuro, seja um dependente até morrer de programas sociais do governo”, finalizou Bolsonaro.