Apesar da modernização, Judiciário não avançou

    Mesmo com o uso de modernas tecnologias, que deveriam agilizar o andamento dos processos, população e advogados continuam reclamando de má prestação do serviço

    Foto: Divulgação

    Não é de hoje que a população e, em especial, os advogados, reclamam da Justiça brasileira. E da baiana, então, nem se fala. E, ao contrário do que se imaginava, depois da informatização, a coisa piorou e muito.

    Segundo advogados, depois da digitalização dos processos, é comum não se encontrar juízes nas respectivas Varas no Fórum Rui Barbosa. A desculpa é que, agora, “suas excelências” estariam atuando em regime de “homeoffice” – trabalhando em casa, em bom português.

    Com isso, a má prestação jurisdicional que sempre marcou a atuação da Justiça baiana piorou, e muito, causando sérios prejuízos a quem depende de decisão judicial urgente.

    É o caso, por exemplo, de uma ação de despejo com pedido de liminar que deveria ser decidida num prazo de 30 dias, mas há três meses se arrasta no Judiciário baiano, parada na mesa do juiz, aguardando sentença. Com isso, o autor da ação não recebe o pagamento pelo aluguel do imóvel e nem pode usufruir de seu legítimo direito de propriedade.

    É de se questionar para que serviu a modernização, com uso de tecnologias avançadas, do Judiciário, já que esse Poder continua se mostrando moroso e prestando um desserviço à população que a ele recorre. Certamente essa é uma das razões para a impunidade imperar neste país!