Após aceno a Caiado, Cacá Leão sinaliza apoio a Tarcísio para presidência

    Apoio do secretário de governo ao republicano ocorre em meio a federação entre o PP e o União Brasil, que tem Ronaldo Caiado como pré-candidato ao Planalto

    Foto: Carolina Papa/ bahia.ba

    Em meio a federação entre o Partido Progressistas (PP) e o União Brasil, o secretário de governo de Salvador, Cacá Leão (PP), declarou apoio ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), na disputa à presidência da República em 2026 mesmo com a pré-candidatura de Ronaldo Caiado ao Palácio do Planalto confirmada. 

    O posicionamento de Cacá foi registrado em uma postagem de Tarcísio no Instagram, na qual o governador comentou sobre a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros imposta pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump. Na publicação, o gestor estadual afirmou que a medida adotada pelo mandatário norte-americano seria uma resposta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por colocar a “ideologia acima da economia”. 

    Em resposta, Cacá Leão levantou a #tarcísiopresidente e foi hostilizado por internautas, que acusaram o secretário de “defender a família Bolsonaro” enquanto a Bahia “padece”. O pepista chegou a ser chamado de “vira-lata” após manifestar apoio ao republicano. 

    A equipe do bahia.ba procurou Cacá Leão, mas até o fechamento da matéria não houve retorno. O espaço segue aberto.

    Veja a publicação

    Foto: Instagram

     

    Federação União-Progressistas 

    A federação entre União Brasil e o Partido Progressistas foi anunciada em abril. O pedido para formalizar a costura foi feito pelos presidentes do União, Antônio Rueda, e do PP, Ciro Nogueira, em maio. 

    Durante um evento em Salvador, no Centro de Convenções, Ronaldo Caiado anunciou a pré-candidatura à Presidência da República para o pleito do ano que vem. Cacá Leão, que esteve presente na cerimônia, classificou o nome do governador de Goiás uma alternativa que “possa devolver ao povo brasileiro a esperança perdida ao longo dos últimos tempos”. 

    Na época, à imprensa, o ex-candidato ao Senado afirmou que a federação entre as legendas representaria um processo de decisão unificada para “a escolha de candidato ao governo e presidente da República”.