Após acúmulo de penas, futuro de Lula na prisão preocupa PF em Curitiba

    "A polícia judiciária não foi feita para cuidar de preso", diz Luciano Flores, superintendente da unidade

    Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

    A permanência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na prisão, em Curitiba, preocupa a Polícia Federal, informa reportagem da Folha de S. Paulo.

    Condenado em duas ações penais da Operação Lava Jato e réu em outros seis processos, o petista já acumula 25 anos em penas.

    Nesta semana, o atual superintendente da PF no Paraná, Luciano Flores de Lima, fez ressalvas à manutenção do ex-presidente no local.

    “A polícia judiciária não foi feita para cuidar de preso. Presos têm que estar em penitenciárias ou casas de detenção provisória”, afirmou.

    Agentes de outros estados têm sido destacados exclusivamente para fazer a custódia do ex-presidente, o que incomoda membros da instituição. O petista está em uma sala especial, separada da carceragem, que é monitorada 24 horas por dia.

    “Cada instituição tem sua atribuição. A atribuição da PF é investigar”, disse Flores. “Se o Poder Judiciário decidir por [transferir Lula a] um lugar mais adequado, vai aliviar um pouco para os policiais que hoje estão dedicados à sua custódia.”

    Lula está detido na sede da superintendência da PF na capital paranaense desde abril do ano passado.