Após acusações de boicote da CPI da Coelba, Adolfo diz que ‘cabe aos líderes’ definir cargos

    Presidente da ALBA garantiu que não vai “engavetar” a comissão, mas afirmou que aguarda posicionamento de Sandro Régis (UB) e Rosemberg Pinto (PT)

    Foto: Adriano Vilella / Bahia.Ba

    Em meio às acusações de que os governistas estariam boicotando a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o desempenho da Coelba, o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), Adolfo Menezes (PSD), afirmou que “cabe aos líderes” chegar a um entendimento para definir cargos.

    Adolfo disse que é normal na democracia que os ânimos se “acirrem” em ano eleitoral e se defendeu, afirmando que o andamento da CPI “não depende da presidência”. “Claro que mudou a composição de forças na Assembleia com a ida dos deputados do PP, mas o governo ainda continua com maioria, então aí é o deputado Sandro Régis (UB) pela minoria e o deputado Rosemberg Pinto (PT) pela maioria ainda que nós temos, que têm que se entender pra ver quem vai indicar o relator e o presidente da comissão”, declarou.

    Citando a CPI da Covid, no Senado, Adolfo Menezes se mostrou incrédulo com as investigações políticas. “Quando não se quer chegar a lugar nenhum, se faz uma CPI”, defendeu o parlamentar, segundo o qual não houve resultado na comissão em Brasília, apesar do que chamou de “espetáculo” na imprensa. “Vocês sabem qual foi o resultado? Porque eu nunca mais ouvi falar. Parece que já engavetaram novamente”, pontuou.

    Apesar de pouco afeito às comissões, o presidente da ALBA garantiu que dará prosseguimento à CPI da Coelba, quando os líderes se posicionarem. “Claro que não engavetei, não farei como fizeram lá no senado. Mas aí cabe ao presidente mandar instalar, como eu mandei, como determinei, e cabe aos líderes entrar num acordo pra indicar os cargos principais que são presidente e relator”, declarou.