Após conflito com aliados, Rui volta a criticar PEC dos Precatórios: ‘Fico perplexo’

    Governador conversou com a imprensa na manhã desta quarta-feira (10)

    Foto: Reprodução Youtube
    Governador Rui Costa -  Divulgação/Secom
    Governador Rui Costa – Divulgação/Secom

     

    O governador da Bahia, Rui Costa (PT) voltou a criticar a Proposta de Emenda a Constituição (PEC) dos Precatórios na manhã desta quarta-feira (10). A matéria foi aprovada em votação realizada na Câmara, nesta terça-feira (9), em segundo turno, com 323 votos a favor e 174 contrários.

    Em contato com a imprensa, durante a inauguração do novo ambulatório do Hospital Ana Nery, em Salvador, o governador disse que “o povo brasileiro não merece isso”.

    “Em nenhum lugar do mundo se faz isso que eles estão fazendo. O Supremo Tribunal Federal (STF) ter que intervir. Tomar uma decisão para poder bloquear a execução de um ‘orçamento secreto’ de bilhões de reais. Isso tudo vai aumentando o que se chama ‘custo Brasil’. Vai aumentando a ineficiência. Eu fico perplexo. De um lado nós temos as imagens das pessoas no fundo dos caminhões de lixo, catando resto de comida pra comer, e do outro a gente vê cifras fabulosas de orçamentos secretos com o STF tendo que intervir”, pontuou Rui.

    Semana de conflitos

    Após o primeiro turno da votação, realizado na última quinta-feira (4), o governador Rui Costa chamou de “traíras” os parlamentares de sua base que votaram a favor da proposta.

    Declaração do governador rendeu respostas das lideranças do PSD e PP na Bahia. Cacá Leão (PP) afirmou que o “tempo do chicote e do coronelismo” já acabou na Bahia, enquanto Otto Alencar Filho (PSD) afirmou que as relações entre PT e PSD na Bahia estariam abaladas.

    Após o desentendimento, o vice-governador João Leão (PP) chegou a colocar panos quentes nas declarações do governador, bem como as respostas dadas pelos deputados.

    O senador Otto Alencar também se manifestou sobre o conflito. Em contato com o bahia.ba, o presidente estadual do PSD preferiu não alimentar a crise na base e afirmou que sua idade e experiência política não permitem que ele aja por impulso ou tenha “arroubos de valentia”.