Após inelegibilidade de Jair, clã Bolsonaro quer Michelle, Eduardo e Flávio no Senado em 2026

    Com a bancada familiar em peso no Senado, o clã vê a possibilidade de reforçar a posição da direita na Casa onde hoje Lula tem maioria

    Foto: Reprodução / redes sociais

    Diante da inelegibilidade de Jair Bolsonaro (PL) pelo período de oito anos, o clã já vem traçando estratégias para evitar a perda do capital político a longo prazo.

    De acordo com informações da coluna de Malu Gaspar, no jornal O Globo, a família Bolsonaro aposta na necessidade de reforçar a oposição ao PT no Senado, ainda que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não concorra à reeleição em 2026.

    Para este fim, segundo a publicação, a ideia é escalar a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) para concorrer pelo Distrito Federal; o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), disputando uma cadeira por São Paulo; e o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à reeleição pelo Rio de Janeiro.

    Com a bancada familiar em peso no Senado, o clã vê a possibilidade de reforçar a posição da direita na Casa onde hoje Lula tem maioria e consegue emplacar suas pautas.

    Conforme a coluna, avaliações internas do PL apontam para “boas chances de vitória” dos familiares de Bolsonaro, aproveitando o capital político que o presidente ainda mantém.

    “Caso as duas candidaturas sejam confirmadas, a costura das alianças de Eduardo, em SP, e de Michelle, no DF, vai nos permitir prever com mais clareza os prováveis rumos do bolsonarismo: se o presidente tem condições de se consolidar como um polo aglutinador das várias correntes da direita (liberalismo econômico, conservadorismo religioso, etc), ou se tenderá a se enclausurar em um gueto ideológico”, pontuou o cientista político Paulo Kramer, que ajudou a formular o plano de governo de Jair Bolsonaro em 2018.

    Eduardo Bolsonaro, por sua vez, avalia que, mesmo inelegível, o pai continuará sendo um bom cabo eleitoral. “As aparições que ele fez em público continuam mostrando que ele tem moral. A moral do presidente não está vinculada a diploma na parede ou a um título que ele ocupe, de deputado, senador ou presidente”, disse o deputado à coluna.