Após protesto, prefeitura diz que BRT inclui regiões não atendidas por metrô

    Entre as 10 razões listadas pelo Município em defesa do projeto, está a ausência de semáforos ou cruzamentos para o BRT

    Reprodução: Secom/ Divulgação

    Após mais um protesto contra a implantação do corredor de ônibus do BRT neste domingo (6), a prefeitura de Salvador reafirmou a importância do projeto e destacou que, apesar de ligar pontos já atendidos pelo metrô (Lapa-Iguatemi), o novo modal atenderia “uma área populosa totalmente diferente daquela por onde circula o metrô”.

    O BRT irá passar pelas avenidas Vasco da Gama, Juracy Magalhães e ACM.

    O projeto inclui corredores exclusivos e segregados das demais vias de tráfego por onde irão passar os veículos do BRT, elevados para abrigar estações de embarque e desembarque do modal, viadutos para a eliminação de semáforos e retornos e uma ciclovia também exclusiva e segregada.

    O Município diz que, em função das obras, 154 árvores precisarão ser suprimidas e outras 169 serão transplantadas para o Parque da Cidade e áreas próximas ao próprio BRT.

    “Como política de compensação ambiental, a Prefeitura exigiu do Consórcio BRT, responsável pelas obras, o plantio de 2 mil árvores da Mata Atlântica em vários pontos de Salvador. Cerca de 300 já foram plantadas na Via Expressa.A maior parte dessas árvores ficarão no entorno dos corredores exclusivos do ‘ônibus rápido'”, afirma a administração municipal.

    Entre as 10 razões listadas pela prefeitura em defesa do projeto, estão a ausência de semáforos ou cruzamentos para o BRT, a promessa de que o novo modal vai poluir menos do que o ônibus comum e a possibilidade de expansão para o Subúrbio e o Centro da cidade, como está previsto no Plano de Mobilidade.