O vereador de Salvador Téo Senna (PSDB), autor do projeto de lei que tem como objetivo alterar o nome da Alameda Catabas, no Caminho das Árvores, para Alameda Bervely Hills, em conversa com o bahia.ba, comentou, pela primeira vez, sobre a polêmica causada em torno da proposta apresentado por ele ao Legislativo soteropolitano.
Na avaliação de Senna, o burburinho com o PL aconteceu por causa do nome americanizado. “Então, na realidade, embora a gente tenha vários nomes americanos no dia a dia, como comida e bebida, outros nomes de ruas, tudo é americanizado (…) nome é que pegou. Se tivesse botado qualquer outro nome é que as pessoas não estavam nem ligando pra isso (…) E a ideia da mudança partiu da associação de moradores e a gente encaminhou para a Câmara pensando na melhor posição dos próprios moradores. Ainda vai caminhar na Câmara e a gente vai avaliar a continuidade”.
Segundo o parlamentar, se os moradores do local voltarem atrás e quiserem que o nome permaneça o mesmo ou seja feita outra sugestão, ele vai avaliar se dá prosseguimento ou não no PL na Câmara.
O edil explica que após a entrada do projeto na CMS, a proposta segue agora para a avaliação da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur) para dar o parecer se é possível fazer essa mudança no nome da via no Caminho das Árvores. Esse posicionamento da pasta, então, é devolvido ao Legislativo que, na Comissão de Constituição, Justiça e Redação Final (CCJ), vai analisar, com base no parecer da Sedur e na Constituição Federal, se seguirá tramitando na Câmara.
Mãe Aninha
Senna, nesta terça-feira (20), esteve envolvido em outra polêmica com mudança de nome de rua em Salvador, desta vez, sobre o voto contrário dele na CCJ, enquanto relator, ao PL do vereador Henrique Carballal (PDT) que visa alterar o nome da Estrada São Gonçalo do Retiro, no bairro de São Gonçalo para “Avenida Mãe Aninha”. O colegiado seguiu o relatório do parlamentar e optou por rejeitar o projeto.
O tucano explica que o seu voto contra o prosseguimento da iniciativa de Carballal se deu com base em um parecer da Sedur, que foi consultada sobre o tema.
De acordo com o posicionamento citado por Téo Senna, a via não pode ter o nome alterado com base em duas leis.
“A Rua de São Gonçalo é um logradouro público oficializado através da Lei Municipal n° 5.803/2000, não sendo possível sua alteração consoante as disposições da Lei Municipal n° 7.073/1979, que estabelece a nomenclatura e codificação das vias públicas do Município de Salvador”, diz a manifestação do órgão municipal.
Sobre a sua opinião pessoal a respeito da proposta do colega pedetista, Senna defende que os moradores do local precisam ser consultados para saber se deve ser feita a alteração do nome ou não.
“Eu tenho dito que é injusto para os moradores de São Gonçalo que moram, que convivem nessa rua a vida toda ali, transformar o nome do lugar, com todo respeito a Mãe Aninha, que faleceu há muito tempo, mas que tem uma representação importante para parte da população. Mas temos que ouvir a movimentação da população de lá para saber se eles querem isso”.

