Aras destaca combate à intolerância e ódio como prioridade durante gestão na PGR

    "Esta Procuradoria da República agiu firmemente junto ao Supremo Tribunal Federal para prender algumas lideranças que pregava movimentos de intolerância", disse, em vídeo

    Foto: Rosinei Coutinho/STF

    O ex-procurador-geral da República (PGR), Augusto Aras, compartilhou um vídeo nas redes sociais apresentando um balanço das suas ações à frente da PGR. Na gravação, o procurador destacou o combate à intolerância e ódio no país, que se intensificou nos últimos anos, como uma das ações prioritárias da sua gestão. O baiano deixou o cargo após quatro anos.

    “Na gestão do PGR Aras, o MPF agiu preventivamente contra movimentos de intolerância e ódio no Brasil, tudo discretamente em respeito ao devido processo legal e sem escândalos. Mas, alguns segmentos da imprensa não quiseram divulgar isso”, escreveu em seu perfil no X, antigo Twitter.

    No vídeo, Aras explica as formas que atuou para enfrentar os crimes de intolerância e ódio no Brasil, além de compartilhar o discurso do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, em que foi citado como um dos responsáveis pela retomada na democracia no país.

    “Em 2021, nós dectetamos que havia um movimento em todo o Brasil para levar uma certa inquietação. Distribuímos em todo o Brasil, especialmente colegas do Ministério Público Militar e da União, e esta Procuradoria da República agiu firmemente junto ao Supremo Tribunal Federal para prender algumas lideranças que pregava movimentos de intolerância e conseguimos manter sob controle”, diz um dos recortes da gravação.

    “Não fosse a responsabilidade, a paciência, a discrição e a força de seu silêncio, Augusto Aras, talvez nós não estivéssemos aqui. Nós não teríamos talvez democracia”, disse Toffoli, em discurso no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), em 25 de setembro, na última sessão de Aras à frente da PGR.

    Baiano, Augusto Aras assumiu a vaga na PGR pela primeira vez em 2019, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em 2021, ele foi reconduzido ao cargo por Bolsonaro.