Arthur Maia compara críticas à reforma da Previdência ao nazismo

    Relator da matéria na Câmara, deputado baiano disse que usuários das redes sociais difundem "inverdades repetidas de maneira maciça"

    Foto: Divulgação/Arthur Maia

    O relator da proposta que trata da reforma da Previdência, deputado Arthur Maia (PPS-BA), comparou nesta quinta-feira (16) as críticas que vêm sendo feitas nas redes sociais ao projeto do governo Michel Temer (PMDB) ao regime nazista. Para ele, as redes estão difundindo “inverdades”. O texto proposto pelo governo é alvo de críticas de diferentes setores da oposição, de parte dos governistas e, sobretudo, bombardeado nas redes sociais.

    “As inverdades repetidas de maneira maciça, isso é uma prática do nazismo. A mentira repetida, repetida e repetida se transforma em verdade. E é o que está acontecendo nas redes sociais”, afirmou Maia. O conceito de repetição de uma mentira para que ela se torne verdade é atribuído a Joseph Goebbels, que foi o ministro da propaganda na Alemanha e responsável pela comunicação do regime nazista de Adolf Hitler.

    Na avaliação do relator, o governo Temer está perdendo a “guerra da comunicação” em torno do projeto de reforma da Previdência. “É verdade que o governo tem perdido a guerra da comunicação. A guerra da comunicação, nós temos perdido, reconheço. Mas isso não quer dizer que o governo não esteja com a razão”, afirmou Maia.

    Justiça –  Na quarta-feira (15), a Justiça Federal do Rio Grande do Sul suspendeu por liminar a campanha publicitária do governo em defesa da reforma da Previdência. Conforme a juíza Marciane Bonzanini, há uso inadequado de recursos públicos e desvio de finalidade na campanha a favor do projeto. Cabe recurso.

    A permanência de  Maia como relator da reforma previdenciária também foi questionada nesta quinta-feira (16) na Corregedoria da Câmara. Conforme o autor do pedido, o deputado federal Robinson Almeida (PT-BA), o parlamentar não tem os requisitos da impessoalidade e da moralidade para relatar a matéria. Entre os argumentos para a saída, o petista citou o fato de uma das empresas do relator, um posto de gasolina em Serra do Ramalho, no norte da Bahia, dever R$ 150 mil à Previdência Social e  sua relação com o Bradesco Vida, “uma seguradora de previdência interessada na reforma”, que em 2014 financiou a sua campanha.