Frase da vez
“Se quiser por à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder”
Abraham Lincoln, ex-presidente dos EUA (1809-1865)

Diz João Leão, vice-governador e secretário do Planejamento, que a ida de Jaques Wagner para o governo tem uma vantagem incomensurável:
— Vai dar visibilidade ao projeto e também facilitar as ações, tanto pelo respeito que ele impõe no conjunto da máquina quanto na capacidade de seduzir interessados.
No primeiro dia como coordenador do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, Wagner passou a manhã reunido com Leão, além de técnicos da Seplan e representantes do BNB, Caixa Econômica e Desenbahia.
Ouviu longa explanação sobre o AG-Ter (Agenda Territorial da Bahia), projeto que pretende estimular com incentivos fiscais empresas, de micros a grandes, nas 27 regiões de identidade do Estado. Se Salvador e Região Metropolitana representam 77,86% do PIB (e da arrecadação estadual), o resto é sofrível.
Quatro regiões, das mais pobres, estão sendo atacadas de saída:
1 – VALE DO SÃO FRANCISCO — Cinco usinas de açúcar estão sendo instaladas lá, onde o PIB é baixíssimo, apenas 0,12%, apesar da fama do Velho Chico, uma das mais pobres da Bahia.
2 – SUL BAIANO — Nos bons tempos do cacau já representou 60% da receita estadual, hoje é apenas 1,8%. O incentivo a pequenas indústrias do chocolate é o foco central.
3 – BAIXO SUL — De Valença a Maraú, sofrerá forte impacto com a ponte Salvador-Itaparica. Vai ser preparada para isso, principalmente na área do turismo. O lançamento em Valença será feito ainda em dezembro.
4 – BAIXIO DE IRECÊ — O beneficiamento da produção que vem da irrigação é a pretensão para otimizar a valorização dos produtos, além de facilitar o escoamento.
Wagner adorou. Ficou convencido de que trabalho não vai lhe faltar. Até porque, na outra banda, a missão dele é fazer articulação política, o que mais gosta.
Boa relação
João Leão diz que pessoalmente se dá muito bem com Wagner e o projeto só tem a ganhar:
— O clima é entre eu e ele é excepcional. Aliás, sempre foi e sempre será.

