O governador reeleito da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), avaliou os desafios do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o quarto mandato, que começa em 5 de janeiro de 2027. As declarações foram dadas em entrevista à GloboNews, concedida na noite desta quarta-feira (4)
De acordo com Jerônimo, o resultado do primeiro turno demonstrou uma cobrança por mudanças, enquanto a votação do segundo turno indicou que a população não via no senador Flávio Bolsonaro (PL) uma alternativa para atender a essa expectativa.
“No primeiro turno, as urnas reivindicaram uma mudança. No segundo turno, o recado foi: queremos mudança, mas não é com o Flávio. E o Lula foi visto pelas urnas e pela população brasileira como esse que dá o equilíbrio. Por mais que a gente possa querer mais, e a gente precisa de mais, o reconhecimento do presidente Lula é, em estratos da sociedade, estratégicos, importantes. Isso tem um significado muito forte”, declarou.
O governador também chamou atenção para as manifestações populares e a mobilização nas redes sociais durante o período eleitoral. Para Jerônimo, além do resultado das urnas, o governo precisa compreender as reivindicações apresentadas por diferentes segmentos da sociedade, como jovens, idosos e professores.
“Uma outra mensagem, além da das urnas, foi a mensagem das ruas. E é preciso que a gente busque entender qual é a mensagem que está posta pela juventude, pelos idosos, pelos professores, quando, sem qualquer coordenação partidária, foram às ruas, tomaram as redes”, afirmou.
Jerônimo disse que a principal tarefa do próximo governo será transformar essas manifestações em respostas concretas. Embora tenha evitado falar em uma marca específica para o quarto mandato de Lula, defendeu que a gestão esteja atenta às demandas da população.
“E eu acho que se alguém me pergunta, governador, qual a expectativa de uma marca, eu não gosto muito dessa coisa de ficar com marca em governo. Mas é a gente poder interpretar o que é que essa juventude e esse povo nas ruas e nas redes estão querendo dizer a nós da política. E nós temos que interpretar isso com ações concretas”, acrescentou.
Emprego, renda e poder de compra
Na avaliação do governador, entre os desafios estão mudanças na forma de fazer política e investimentos em áreas consideradas estratégicas, especialmente na geração de empregos, no aumento da renda e na ampliação do poder de compra dos brasileiros.
“Se são ações dirigidas à forma de fazer política, se são os investimentos em áreas estratégicas, seja de emprego, seja de renda, seja a capacidade de compra ou o poder de compra”, afirmou.
“Então existe aí um desafio para nós, por mais que a gente tenha um programa de governo nos estados e a nível de União com o presidente Lula, vai ser preciso a gente debruçar esses próximos quatro anos e começar a encontrar respostas para isso”, concluiu.
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