Assessora de Carlos Bolsonaro pediu informações sigilosas a Alexandre Ramagem

    Print de Whatsapp mostra então assessora de Carlos Bolsonaro em conversa na qual pede investigação sigilosa a Ramagem na Abin

    Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

    De acordo com uma reportagem do Metrópoles, investigações da Polícia Federal sobre organização criminosa que se instalou na Agência Brasileira de Inteligência (Abin) com o intuito de monitorar ilegalmente autoridades públicas e outras pessoas apresentaram à Procuradoria-Geral da República (PGR) conversas de Whatsapp que comprometem uma assessora do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos) e o ex-diretor da agência e atual deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ).

    O Metrópoles aponta que em print anexado à investigação, a assessora parlamentar Luciana Almeida conversa com o então diretor-geral da Abin. Na ocasião, Luciana pede “ajuda relacionada ao inquérito policial federal em andamento em unidades sensíveis da Polícia Federal”. A conversa extraída do afastamento do sigilo telemático de Ramagem foi interpretada pela PGR como um indicativo de que o “núcleo político possivelmente se valia do delegado Alexandre Ramagem para obtenção de informações sigilosas”.

    Conversa entre Luciana Almeida e Alexandre Ramagem

    Ainda segundo o Metrópoles, Carlos Bolsonaro é tido pelas investigações como integrante do chamado “núcleo político” de uma susposta organização criminosa atuante na Abin, nos anos em que a agência foi dirigida por Ramagem, entre 2019 e 2022. “A autoridade policial estabelece que a sra. Luciana Almeida, antiga assessora de Carlos Bolsonaro, operara como intermediadora das demandas do interesse do vereador a Alexandre Ramagem”, relata a PGR em manifestação assinada pelo procurador-Geral da República, Paulo Gonet Branco, acrescenta a reportagem do Metrópoles.