Ato contra Temer no RS termina novamente em confronto

    Tropa de choque da Brigada Militar lançou bombas de gás lacrimogêneo contra os manifestantes, que bloqueavam o trânsito

    RS - PROTESTO/TEMER/PORTO ALEGRE - GERAL - Pelo segundo dia seguido, policiais da Brigada Militar dispersam manifestantes que protestavam contra o presidente interino Michel Temer e contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff, no centro de Porto Alegre, nesta sexta-feira. 13/05/2016 - Foto: CAU GUEBO/RAW IMAGE/ESTADÃO CONTEÚDO

    Uma manifestação contra o governo do presidente em exercício, Michel Temer, terminou em confronto com a polícia na noite da sexta-feira (13) na capital gaúcha. Milhares de pessoas se reuniram no centro da cidade no fim da tarde, levando faixas e cartazes com dizeres como “Fora Temer” e “Não vai ter golpe”. Os manifestantes também pediam a prisão do presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

    A Brigada Militar (BM) não divulgou estimativa de público. O grupo se deslocou em passeata pelas ruas da cidade, acompanhado pela polícia. No fim do trajeto, quando já passava das 21h, algumas pessoas interromperam o trânsito no bairro Cidade Baixa. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) tentou desfazer o bloqueio, sem sucesso. Após um período, como permaneciam obstruindo a via, os manifestantes foram repreendidos pela tropa de choque da BM.

    Os agentes lançaram bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os participantes. Alguns reagiram jogando pedras. A ação resultou em tumulto e pelo menos três pessoas acabaram presas. De acordo com a BM, dois policiais ficaram feridos.

    Na quinta-feira (12) à noite, a polícia também havia usado bombas de gás lacrimogêneo para dispersar um grupo menor de manifestantes que estava na mesma região da cidade, em outro protesto contra o governo de Michel Temer.

    A BM justifica que o uso de bombas de efeito moral está previsto em um protocolo de atuação, em vigor desde o início do ano, para casos de bloqueios e interdição do trânsito que não tenham sido previamente acordados com as autoridades competentes.