Ato de Flávio Bolsonaro tem míssil com pedido de ataque ao Brasil

    Objeto exibido na Avenida Paulista trazia mensagem em inglês direcionada a Donald Trump

    Foto: Reprodução/redes sociais

    Manifestantes que participaram do ato convocado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (18), carregaram um míssil inflável com uma mensagem que pedia ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um ataque nuclear contra o Brasil.

    O objeto trazia a frase em inglês “Trump nuke Brazil”, que pode ser traduzida como “Trump, ataque o Brasil com armas nucleares”. Imagens e vídeos publicados nas redes sociais mostram apoiadores vestidos de verde e amarelo tentando erguer o míssil durante a manifestação.

    Além do objeto, participantes exibiram bandeiras dos Estados Unidos e de Israel, apesar de a organização ter orientado o público a evitar símbolos de outros países. Antes dos discursos, um integrante da equipe responsável pelo carro de som pediu que as bandeiras estrangeiras fossem recolhidas.

    “Hoje é a nação brasileira, queria pedir para que bandeiras de outros países fossem recolhidas”, afirmou.

    Ato reuniu lideranças da direita

    A manifestação ocorreu na Avenida Paulista e reuniu apoiadores da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Segundo estimativa do Monitor do Debate Político, grupo ligado à Universidade de São Paulo (USP) e ao Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), em parceria com a ONG More in Common, o ato reuniu 71,9 mil pessoas no horário de pico.

    Convocado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o evento foi chamado de “Bloquinho do 22” e teve clima de Carnaval, com trios elétricos, músicas de funk e axé e jingles de campanha.

    Flávio chegou ao local por volta das 11h15 e discursou pouco depois do meio-dia. Também participaram do ato o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), e o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, além de outras lideranças da direita.

    Durante a manifestação, apoiadores criticaram institutos de pesquisa eleitoral e acusaram os levantamentos recentes de manipulação. As pesquisas divulgadas na reta final da campanha apontavam uma disputa apertada entre Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.