Atos pró-Bolsonaro são liderados por políticos e policias, mostram investigações

    Os suspeitos de coordenarem e financiarem atos antidemocráticos poderão ser investigados criminalmente

    Foto: Reprodução/redes sociais

    Políticos, policiais e ex-policiais, servidores públicos, sindicalistas, fazendeiros, empresários do agronegócio e donos de estandes de tiro são alguns dos financiadores dos atos antidemocráticos que irromperam em todo o país após o resultado da eleição presidencial que deu a vitória a Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os suspeitos de coordenarem e financiarem atos de cunho golpista poderão ser investigados criminalmente.

    As informações são de relatórios enviados pelas Polícias Militar, Civil e Federal e pelo Ministério Público nos Estados ao Supremo Tribunal Federal (STF), em resposta às ordens emitidas pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Morais.

    Os documentos reúnem fotos, levantamentos sobre os alvos e detalhes a respeito do trabalho em curso para desmobilizar as manifestações. As primeiras informações foram divulgadas pelo site SBT News e foram confirmadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

    Desde o resultado do segundo turno das eleições, manifestações convocadas por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro questionam o resultado das urnas. Concentrações mantidas nas sedes de comandos militares foram engrossados ontem no feriado de Proclamação da República. Os manifestantes defendem ações contra o Supremo e fazem pedidos de intervenção federal.