Bahiafarma faz parceria para fabricar remédios psiquiátricos

    É papel do Estado montar uma indústria para fabricar remédios? No duelo ideológico entre esquerda e direita que permeia nossas vidas, em princípio, não. Mas às vezes, sim.

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    É papel do Estado montar uma indústria para fabricar remédios? No duelo ideológico entre esquerda e direita que permeia nossas vidas, em princípio, não. Mas às vezes, sim. A Cesta do Povo, uma estatal vendendo feijão, arroz e sabão, coisa que qualquer biboca faz bem, hoje parece piada, mas um dia, num tempo de inflação galopante, já teve muito sentido.

    A mesma coisa é a indústria farmacêutica. Só investe pesado em pesquisas para medicamentos que significam grandes lucros e desprezam os baratos, como a hidroxiuréia, que trata a anemia falciforme.

    É por essas, como baratear remédios, ou para suprir as áreas de pouco interesse, que a Bahiafarma, reaberta em junho de 2014, faz sentido. E muito sentido..

    Em Copenhague, na Dinamarca, o secretário Fábio Vilas Boas (Saúde) e o presidente da Bahiafarma, Ronaldo Dias, começaram a negociar com a dinamarquesa Lundbeck a transferência de tecnologia para a fabricação de remédios psiquiátricos para depressão, ansiedade, psicoses, epilepsia, doença de Huntington, doença de Alzheimer e doença de Parkinson.

    Não é pouca coisa. Só a Lundbeck pretende faturar no Brasil R$ 300 milhões até 2018.