‘Barrados na sua própria casa’, diz Paulo Magalhães Jr. sobre incidente na CMS

    Líder do governo classificou o episódio como ‘estranho’ e afirmou que a Câmara deve permanecer aberta, mesmo sem a presença do presidente

    Foto: Matheus Morais/bahia.ba

    Líder da base do prefeito Bruno Reis (UB) na Câmara Legislativa de Salvador, Paulo Magalhães Jr. (UB) comentou o incidente ocorrido na Casa nesta terça-feira (3), quando aliados encontraram as portas do plenário trancadas, enquanto o presidente Geraldo Júnior (MDB) se ausentou por motivo de viagem de campanha.

    “Os vereadores foram lá cumprir o seu papel, cumprir o regimento da Casa, que disse que a sessão estava convocada para as 14h30. E todos os vereadores da base, 20 vereadores, estavam lá querendo fazer seu trabalho, como sempre fizeram, trabalhar pela cidade”, disse ele em entrevista ao bahia.ba, nesta quarta (4).

    O vereador admitiu que “o presidente da Casa tem o direito até de ir para o interior”, mas salientou que, mesmo nestas condições, a Câmara deve permanecer aberta. “A casa do povo não pode estar fechada, né? Se é a casa do povo de Salvador, faça ideia os próprios vereadores, que foram eleitos os legítimos representantes do povo, sendo barrados na sua própria casa. Estranho”, pontuou.

    O prefeito Bruno Reis (UB) também comentou o incidente. “A gente lamenta que as questões políticas eleitorais estejam atrapalhando os trabalhos da casa legislativa”, declarou.

    Ainda em conversa com o site, Paulo Magalhães Jr. falou ainda sobre a judicialização da recondução de Geraldo à presidência da CMS, após despacho do ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), remetendo o caso ao plenário.

    “Pelo que me consta, a decisão nem saiu ainda, nem foi publicada. Então, estão contando com uma coisa que pode acontecer. Estão divulgando, na verdade, como vocês dizem da imprensa costumam dizer, uma barrigada, porque a decisão não foi publicada ainda”, afirmou o líder do governo, segundo o qual, após julgado o mérito, a decisão será favorável ao seu grupo. “Onde foi julgado isso já foi rejeitado, então, sabem que não tem como prosperar [a eleição antecipada da presidência da CMS e da Mesa Diretora]”, concluiu.