Base de Lula na CPMI quer indiciar Bolsonaro por 4 crimes; penas somam 18 anos de prisão

    Segundo a relatora, o depoimento de Delgatti dá ‘fortes condições de ao final termos o indiciamento do ex-presidente Bolsonaro’

    Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

    Após o depoimento bombástico do hacker Walter Delgatti Netto, nesta quinta-feira (17), aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na CPMI dos atos golpistas avaliam a possibilidade de indiciar Jair Bolsonaro (PL) por ao menos quatro crimes, cujas penas somadas podem chegar a 18 anos de prisão.

    “O relatório final da CPI vai ser um passeio completo pelo Código Penal. Ou melhor, um desfile com motociata”, ironizou um parlamentar governista em conversa com a coluna de Malu Gaspar, no jornal O Globo.

    Um levantamento realizado pelos aliados de Lula aponta que as acusações feitas por Delgatti, caso comprovadas, podem levar Bolsonaro a ser enquadrado pelos crimes de golpe de Estado, por encomendar simulação de fraude nas urnas eletrônicas para desestabilizar as eleições (pena de quatro a 12 anos de prisão); escuta telefônica ilegal, pelos supostos grampos clandestinos contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes (dois a quatro anos); autoacusação falsa, por pedir que o hacker assumisse a autoria do grampo (três meses a dois anos); e incitação ao crime, ao prometer indulto a Delgatti, caso ele fosse preso por grampear o magistrado (três meses a dois anos).

    A relatora da CPMI, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), avalia que a oitiva de Walter Delgatti dá “fortes condições de ao final termos o indiciamento do ex-presidente Bolsonaro”.