Publicado em 17/06/2022 às 08h59.

Bolsonaro cita ‘consequências nefastas’ ao criticar novo reajuste nos combustíveis

"Seus presidente, diretores e conselheiros bem sabem do que aconteceu com a greve dos caminhoneiros em 2018", lembrou o conservador

Mattheus Miranda
Foto: Jair Cruz/Agência Brasil
Foto: Jair Cruz/Agência Brasil

 

Após os diretores da Petrobrás receberem um sinal verde do Conselho de Administração da estatal para um novo reajuste, previsto para esta sexta-feira (17), o presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), utilizou as redes sociais para criticar o novo aumento no preço dos combustíveis.

“O Governo Federal como acionista é contra qualquer reajuste nos combustíveis, não só pelo exagerado lucro da Petrobras em plena crise mundial, bem como pelo interesse público previsto na Lei das Estatais”, disse o presidente.

Ainda na publicação, Bolsonaro afirmou que a estatal “pode mergulhar o Brasil num caos”. “Seus presidente, diretores e conselheiros bem sabem do que aconteceu com a greve dos caminhoneiros em 2018, e as consequências nefastas para a economia do Brasil e a vida do nosso povo”, concluiu.

Em reunião extraordinária realizada a pedido do governo federal para avaliar um possível adiamento dos reajustes, o Conselho de Administração da Petrobras concluiu que cabe aos diretores da estatal essa decisão e não ao colegiado.

Após a definição, a empresa deve anunciar, nesta sexta-feira (17), um novo reajuste de gasolina e diesel, segundo fontes que acompanharam o encontro virtual na tarde de ontem afirmaram ao Jornal O GLOBO.

Novo aumento de preços acontecem após Bolsonaro comemorar a aprovação no Congresso do projeto que limita em 17% a tributação dos estados sobre combustíveis.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), e o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP), aliados do presidente Jair Bolsonaro, também se manifestaram contra a possibilidade de um novo reajuste no preço dos combustíveis.

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