Bolsonaro duvidou que Cid o delataria, afirmam interlocutores

    De acordo com aliados, Bolsonaro insistia na “lealdade” de Cid e investia na tese de que o ex-ajudante de ordens jamais delataria

    Foto: Allan Santos/Presidência

    O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não acreditava que a delação do tenente-coronel Mauro Cid, homologada na semana passada, fosse sair do papel. Aliado disseram que o ex-presidente duvidou até o último minuto que o “parceiro” daria informações a seu respeito.

    De acordo com interlocutores, ele insistia na “lealdade” de Cid e investia na tese de que o ex-ajudante de ordens jamais delataria. Bolsonaro, segundo relatos feitos à CNN, também teria se empenhado em minimizar os riscos de uma delação.

    Ele teria citado como exemplo o caso do encontro que teve com o hacker Walter Delgatti Neto, no Palácio da Alvorada, viabilizado pela deputada federal Carla Zambelli (PL-SP).

    Bolsonaro, ainda segundo relatos, contou que Cid estava de fato na sala no momento em que a conversa aconteceu. Mas teria ficado próximo à porta, distante o suficiente para não ter ouvido em detalhes a conversa ocorrida entre ele, o hacker e a deputada.