Bolsonaro vai a ato pró-governo com manifestantes aglomerados em frente ao Palácio do Planalto

    Mais uma vez, o ato gerou aglomeração durante a pandemia do novo coronavírus; apesar do decreto do Distrito Federal algumas pessoas estavam sem máscara

    Foto: Reprodução/Facebook

    Em frente ao Palácio do Planalto, o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), participou de manifestação pró-governo neste domingo (17). Acompanhado de 10 ministros e de dois filhos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), o chefe do Executivo desceu a rampa oficial e cumprimentou apoiadores, muitos sem máscaras.

    “Não há nenhuma faixa, nenhuma bandeira, que atente contra a Constituição e contra o estado democrático brasileiro. Estão de parabéns, tenho certeza”, celebrou o mandatário do país em transmissão ao vivo, feita em seu perfil oficial do Facebook. Bolsonaro deixou o Palácio da Alvorada por volta das 11h30.

    Mais uma vez, o ato gerou aglomeração durante a pandemia do novo coronavírus. Apesar do decreto do Distrito Federal que obriga o uso do equipamento de segurança, algumas pessoas foram sem máscara à manifestação. Entre as quais, o sobrinho de Bolsonaro e servidor do gabinete do senador Chico Rodrigues (DEM-RR) – o Léo Índio.

    De acordo com dados da Polícia Militar, haveria aproximadamente 20 mil manifestantes no ato. A PM, entretanto, não revelou qual o método de contagem utilizado para chegar a esse número. De acordo com as imagens produzidas pelas televisões, os manifestantes sequer ocupam toda a Praça dos Três Poderes.

    Participaram com o presidente do ato os ministros Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Onyx Lorenzoni (Cidadania), Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional), Tereza Cristina (Agricultura), Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia), Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Abraham Weintraub (Educação), André Mendonça (Justiça) e Jorge Oliveira (Secretaria Geral).

    O grupo que se autointitula “300 do Brasil”, que prega, entre outras questões, um treinamento militar para defender o atual governo, participou do ato. Sem máscaras, um grupo de aproximadamente 10 militantes cantarolavam enquanto carregavam um caixão. O caixão levava a inscrição dos nomes de Sergio Moro (ex-ministro), do deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP) e do Movimento Brasil Livre (MBL).