Braga Netto nega existência de leitos de UTI ociosos em hospitais militares

    Segundo ministro, a taxa de infecção por Covid-19 nas Forças Armadas é maior que na população geral

    Foto: Marcelo Casal Jr / Agência Brasil

    O ministro da Defesa, Walter Souza Braga Netto, negou que existam leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ociosos em hospitais das Forças Armadas. Nesta quinta-feira (29), durante audiência na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, ele afirmou que os leitos estão ocupados e que a taxa de infecção dos militares pelo coronavírus é maior do que na população geral.

    “É exatamente o contrário. Nós não temos disponibilidade [de leitos], nosso índice de contaminação é maior na família militar, que abrange o pessoal da reserva. (…) E, curiosamente, o nosso pessoal que estava na linha de frente começou a se contaminar porque não estava prevista a vacinação desse pessoal”, afirmou o ministro, sem apresentar dados de contágio.

    Braga Netto afirmou que a maioria dos hospitais militares possui ocupação de quase 100% das UTIs. Além disso, ele alegou que muitas dessas unidades passaram a remover pacientes para outras regiões para evitar o colapso.

    “O fato é que não existem leitos ociosos nos nossos hospitais. Nossos hospitais estão completos. O leito que está vago é justamente do rodízio de quem sai da UTI para entrar quem está pior”, disse.

    A questão da ociosidade dos leitos foi denunciada por veículos de comunicação no início deste mês e, desde então, a pauta passou a ser investigada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Além disso, na quarta-feira (28), Braga Netto foi convocado pela Comissão de Fiscalização, Financeira e Controle da Câmara (CFFC) para explicar a denúncia. A data que ele será ouvido, contudo, ainda não foi definida. Por se tratar de convocação, o ministro será obrigado a comparecer.