Bruno aponta ‘arbítrio’ de Geraldo Jr. na CMS e afirma que governistas só querem a lei

    Ao comparar CMS com outras casas legislativas, o prefeito afirmou que o presidente instituiu comissões ‘como ele bem quis’, sem respeitar regimento

    Foto: Rômulo Faro / bahia.ba

    Após sair em defesa do vereador Paulo Magalhães Júnior (UB), líder do governo na Câmara Municipal de Salvador (CMS) que protagonizou confusão durante sessão na última terça-feira (9), o prefeito Bruno Reis (UB) reafirmou a defesa pelo regimento e as críticas à condução do ex-aliado Geraldo Júnior (MDB) na presidência.

    Ao apontar irregularidades na CMS, Bruno comparou com as comissões parlamentares em Brasília e outras casas legislativas. “O presidente da CCJ [Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania] não é Arthur Maia, do meu partido? Ele não é da base do presidente, mas é o maior partido e preside a principal comissão. Vá na Assembleia [Assembleia Legislativa da Bahia], vá em qualquer parlamento do mundo, é assim”, apontou o gestor municipal, segundo o qual, na Câmara de Salvador “os líderes foram escolhidos a livre arbítrio do presidente, instituindo as comissões como ele bem quis”.

    Destacando o fato de o país estar em uma democracia e não em ditadura, o prefeito afirmou que sua base recorreu ao Judiciário apenas para requerer o que lhe é de direito, ou seja, o cumprimento do regimento interno e a Lei Orgânica.

    “Só queremos isso, o nosso direito, o direito da maioria. Se ele tiver maioria pra convocar secretário, todos irão. Até porque nós não temos nada a temer, não temos problema nenhum. Graças a Deus, um governo limpo, com um ano e 18 meses sem qualquer denúncia, aliás, eu tenho 25 anos de vida pública e nunca respondi a uma denúncia ou inquérito”, pontuou Bruno Reis, em tom de provocação. “Só quero a lei, o que a lei estabelece. É essa relação que a nossa bancada espera ter com a mesa diretora da Câmara”, afirmou, o prefeito, garantindo que sua base seguirá atuando para aprovar matérias importantes e se posicionar contra o que não for de interesse para a cidade.