Bruno minimiza ‘desembarque’ do Podemos ao lembrar que partido não o apoiou em 2020

    ‘Se o Podemos puder e quiser me apoiar, nós vamos conversar. Se decidir seguir um outro projeto por conta dessa mudança, dessa fusão, é natural da política’, disse o prefeito de Salvador

    Foto: Gabriela Araújo / bahia.ba

    Lembrando que a sigla não esteve ao seu lado nas eleições de 2020, o prefeito Bruno Reis (UB) minimizou a perda do apoio do Podemos na Câmara Municipal de Salvador com a incorporação do partido ao PSC.

    “Gente, eu quero lembrar que o Podemos não fazia parte da minha base. Eu não tive apoio do Podemos na última eleição. O Podemos teve candidato a prefeito, inclusive, contra mim”, disse o chefe do Executivo soteropolitano nesta segunda-feira (18), citando Bacelar, que hoje está filiado ao PV.

    Bruno, entretanto, não descarta novas tratativas para um eventual acordo em 2024, a exemplo do firmado no ano passado, quando a sigla apoiou a candidatura de ACM Neto (UB) ao governo da Bahia.

    “O Podemos marchou com a gente na última eleição pro governo. Como eu disse, eu estou deixando essas conversas pro ano que vem”, disse o prefeito, que insiste no discurso de que sua candidatura à reeleição não está confirmada.

    “Nos meus entendimentos com o Podemos em relação a eleição estadual não passou por cargos na Prefeitura, não passou por nenhum tipo de entendimento nesse sentido, estava pautado em projetos, ideias, princípios e valores que norteiam a nossa caminhada. Então, no momento certo, eu vou deixar isso pro ano que vem e vou dialogar”, argumentou o prefeito de Salvador, admitindo o interesse na aliança.

    “É óbvio, se o Podemos puder e quiser me apoiar, nós vamos conversar. Se decidir seguir um outro projeto por conta dessa mudança, dessa fusão, é natural da política”, ponderou Bruno, destacando que por conta da relação de respeito com “todos os presidentes de partido”, angariar apoios “não será um problema”.

    “Eu sempre digo, quero lembrar a vocês que da vez passada eu tive apoio de 14 partidos, fiz a maior aliança do brasil, o maior tempo de televisão, o maior tempo de rádio, e não era prefeito”, destacou o prefeito, que agora chefiando o Palácio Thomé de Souza, avalia que saberá “construir alianças importantes, caso decida ser candidato”.