Bruno minimiza pressão do UB por cargos no governo Lula ao defender ‘autonomia’ de ministros

    ‘É natural que esses ministros queiram compor suas equipes’, disse o prefeito de Salvador

    Foto: Fernanda Chagas / bahia.ba

    Apesar da oposição histórica com o PT na Bahia, o prefeito Bruno Reis (União Brasil) minimizou a pressão de seu partido por cargos no segundo escalão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tendo em vista que a sigla já comanda as pastas do Turismo e Comunicações, além de ter indicado o titular do Ministério Integração Nacional.

    “O União Brasil foi convidado para fazer parte do governo, convidado pelo presidente, que possibilitou que o partido indicasse nome para os ministérios. E é natural que esses ministros queiram compor suas equipes”, justificou o prefeito de Salvador, ao ser questionado pelo bahia.ba, na manhã desta segunda-feira (30).

    Citando exemplo de seu secretariado, ele defendeu “autonomia” dos titulares das pastas, para que o chefe do Executivo possa cobrar resultados. “O que está ocorrendo é isso, os ministros, ao ocupar as pastas, querem que os órgãos que fazem parte desses ministérios, que são os órgãos de execução de políticas públicas, possam ser por eles indicados. Até para poder dar as respostas que a sociedade espera e também é natural que o presidente possa cobrar…”, argumentou o prefeito.

    Entraram no governo Lula pela cota do União Brasil Daniela de Souza Carneiro (Turismo), Juscelino Filho (Comunicações) e Waldez Goés (Integração Nacional), que é do PDT.

    Nos ministérios, foram anunciados Daniela de Souza Carneiro (“Daniela do Waguinho”) para o Turismo e Juscelino Filho para as Comunicações. Já Waldez Goés, que é do PDT, foi indicado pelo União Brasil, segundo Lula, e comandará a pasta de Integração Nacional.