Bruno questiona conveniência da CPI do MEC em período pré-eleitoral: ‘Vira palanque’

    Segundo o prefeito, o Congresso Federal deveria se debruçar sobre temas mais importantes, como o subsídio do transporte público

    Foto: Jamile Amine | bahia.ba

    O prefeito Bruno Reis (UB) questionou, em coletiva de imprensa na manhã desta segunda-feira (4), a pertinência de se abrir uma CPI para investigar supostos casos de corrupção no MEC (Ministério da Educação) em um período pré-eleitoral. Segundo o mandatário, a menos de três meses das eleições, marcadas para outubro, a comissão se tornaria um ‘palanque eleitoral’.

    Para o prefeito, o que se espera do Congresso Federal, neste momento, é a análise de ‘pautas importantes’, como o subsídio para o transporte público e o desequilíbrio do diesel. A medida, segundo Bruno Reis, ajudaria ‘quem está no dia a dia da cidade’ e deveria ser prioridade para o Legislativo Federal.

    “É óbvio que estamos em um período pré-eleitoral, estamos a menos de três meses das eleições, e toda CPI acaba virando um palanque eleitoral. Essa decisão [da instalação da CPI] cabe ao Congresso e minha opinião não vai alterar em nada. Mas, efetivamente, o que nós precisamos é de resultados”, disse Bruno Reis, durante entrega de uma geomanta no bairro de Sussuarana Nova.

    “Quem cometeu crimes, quem cometeu irregularidades, deve ser punido. Agora, esperamos que o Congresso possa se debruçar sobre pautas importantes, como por exemplo, algum tipo de apoio, seja para o desequilíbrio do óleo diesel no transporte público, seja para o subsídio do transporte público, que foi aprovado no Senado, e a expectativa é que possa ser aprovado na Câmara esta semana”, avaliou.

    Nesta terça-feira (5), haverá uma reunião no Senado, agendada pelo presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para traçar o futuro da comissão.