Bruno Reis defende regulamentação do grau após morte em evento em Salvador

    Prefeito diz que modalidade precisa de regras, fiscalização e locais definidos para evitar novos episódios de violência

    Foto: Gabriela Encinas / bahia.ba

    O prefeito Bruno Reis (União Brasil) defendeu nesta quinta-feira (30) a regulamentação da prática do grau após a morte de um jovem durante um evento de manobras com motocicletas no Parque de Exposições. Em entrevista ao bahia.ba, o gestor afirmou que a atividade precisa de regras claras, fiscalização e locais apropriados para a realização dos encontros.

    Ao comentar o caso, Bruno Reis afirmou que ainda há dúvidas sobre a classificação da modalidade, mas ressaltou que, independentemente disso, é necessário estabelecer normas para garantir a segurança dos participantes.

    “Essa modalidade, se é que podemos dizer que é esportiva ou automotiva, o fato é que não dá para ficar do jeito que está. Tem que ter uma regulamentação para esse tipo de atividade. Se for até o caso, de permitir que ela possa ser realizada. A gente sabe que o tiro foi mais um ato de violência. Foi mais uma disputa que envolve hoje, infelizmente, milhares de jovens que estão vinculados à diversas facções”, iniciou.

    O prefeito também defendeu a definição de critérios para a realização dos eventos, incluindo a escolha dos locais, exigência de equipamentos de proteção e acompanhamento do poder público.

    “Mas o fato é que essa modalidade precisa ser regulamentada, determinando a forma clara, os locais que pode ter esse evento, esse tipo de modalidade, os equipamentos de proteção mínimos necessários para a gente evitar que acidentes ocorram e o poder público estar presente para evitar que episódios como esse ocorram”, completou.

    A declaração ocorre um dia após a morte de Jeferson Souza Menezes, de 27 anos, baleado durante um evento de grau realizado no Parque de Exposições, em Salvador. A vítima chegou a ser socorrida e encaminhada ao Hospital Menandro de Faria, em Lauro de Freitas, mas não resistiu aos ferimentos.

    Após o crime, a Federação do Grau da Bahia informou que prestará assistência à família de Jeferson, incluindo o custeio do funeral e acompanhamento psicológico. A entidade também anunciou mudanças nos protocolos de segurança, como a adoção de câmeras com reconhecimento facial, além de defender que o homicídio foi um ato criminoso sem relação com a prática esportiva.

    O caso é investigado pela Polícia Civil, que apura as circunstâncias do homicídio e a dinâmica da ação do autor dos disparos.