Bruno Reis é favorito para vencer no primeiro turno. Tudo deu certo para ele

    Parece que até a Covid ajudou...

    Foto: Betto Jr./assessoria
    Foto: Betto Jr./assessoria

     

    Pesquisa A Tarde/Potencial, hoje divulgada, aponta o candidato Bruno Reis (DEM) à frente na disputa pela prefeitura de Salvador, com 48% das intenções de voto. Em seguida estão Major Denice (PT) com 12%; Olívia (PCdoB) com 7%; Isidório (Avante) com 6%; Cezar Leite (PRTB) com 4% e Bacelar (Podemos) com 1%; Hilton Coelhp (PSOL), Rodrigo Pereira (PCO) e Celsinho Cotrim (PROS) não pontuaram. A soma de todos dá 30%, 18% menos que os 48% de Bruno.

    Num cenário desses, a três dias das eleições, para Bruno, antecipar o fim da campanha, seria o melhor dos mundos. Mas O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE) decidiu na tarde de ontem recuar da norma que havia proibido atos públicos de campanha nesta última semana antes do pleito de domingo (15).

    Os outros (fora Isidório, que rasgou elogios), não gostaram, correram atrás dizendo que isso era antidemocrático porque alguns candidatos já fizeram suas carreatas e outros não. O TRE flexibilizou. Claro que não dá mais para mudanças espetaculares, mas para quem está tão em baixa, tudo é lucro.

    Estratégias

    Na ponta da disputa em Salvador estão o prefeito ACM Neto e o governador Rui Costa, ambos com altos índices de aprovação e estratégias distintas.

    Neto concentrou tudo em favor de Bruno, de passar o bastão da administração até a conjunção dos aliados. Rui, sem um candidato nato, pinçou a Major Denice para o PT e estimulou outras coligações: Isidório com Eleuza Coronel (leia-se PSD de Otto Alencar) e Olívia com Joca (leia-se PP de João Leão).

    Claro que a pandemia só ajudou o projeto de Neto. Até parece que ele previa a crise. Os aliados de Rui esperavam o Carnaval passar para se alinhar, e quando o carnaval passou, veio a Covid. Deu no que está.

    *A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BA-04719/2020. O instituto entrevistou 800 eleitores entre os dias 5 e 10 de novembro. A margem de erro do levantamento é de 3,46% para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.