Publicado em 21/07/2026 às 12h54.

Bruno Reis justifica atraso na Escola do Curralinho e responde oposição

Prefeito deu prazo definiu prazo para empresa concluir unidade

Pevê Araújo
Foto: Daniel Serrano/Bahia.ba

 

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), rebateu as críticas da oposição sobre o andamento das obras da Escola Municipal do Curralinho, unidade voltada para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

A declaração foi uma resposta direta à vereadora Aladilce Souza (PCdoB), que vistoriou o local na última segunda-feira (20) e afirmou ter encontrado o canteiro de obras praticamente parado.

Bruno Reis defendeu o ritmo dos trabalhos e argumentou que a fiscalização feita pela oposição ocorreu em um momento inadequado.

“A empresa já foi contratada, precisa faturar para receber no final do mês. Estão trabalhando. Vocês vão lá na hora do almoço e querem contestar a quantidade de gente que tem lá?”, questionou o prefeito, sugerindo ainda que os adversários deveriam fiscalizar obras sob responsabilidade do governo estadual que enfrentam atrasos.

Situação da Escola do Curralinho

A construção da escola, prometida inicialmente para 2023, já acumulou um investimento de R$ 12,5 milhões. O prefeito explicou que o atraso na entrega foi provocado por um problema estrutural imprevisto no terreno, o que gerou um aditivo financeiro no limite legal e forçou a troca de contratos.

“Quando fomos executar a obra, tinha um problema grave de fundação. Só a nova fundação consumiu os 25% de aditivo. A empresa foi ao limite máximo e não conseguiu concluir a obra. Nós tivemos que rescindir o contrato e relicitar. A mesma empresa ganhou a licitação e vai concluir”, explicou Bruno.

Para a conclusão dos serviços pendentes, a Prefeitura assinou um novo contrato de R$ 6 milhões com a mesma empreiteira. Bruno Reis garantiu que a gestão municipal vai cobrar o cumprimento do cronograma e que a obra está sendo custeada integralmente pelo município.

“Tem um prazo contratual para ser cumprido, em seis meses. Se a empresa não performar, a gente vai tirar e vai botar outra. Se performar, a gente vai pagar. O interesse da empresa é concluir a obra. O que incomoda os nossos adversários é que é com recurso próprio da prefeitura”, concluiu.

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