Prefeito rebate críticas do PT e compara gestões: ‘Bahia regrediu’

    Bruno Reis respondeu aos ataques do grupo e afirmou que resultados devem pautar debate eleitoral

    Foto: Neison Cerqueira / bahia.ba

    O prefeito Bruno Reis (União Brasil) rebateu, nesta quinta-feira (17), as críticas feitas pelo PT às administrações do seu grupo político em Salvador. Ao defender os resultados da prefeitura, o gestor comparou a situação da capital com a da Bahia e afirmou que, enquanto a cidade avançou em diferentes áreas, o estado teria regredido durante as gestões petistas.

    A declaração foi dada durante a entrega de duas novas escolas municipais na Fazenda Grande do Retiro. Bruno reconheceu que Salvador ainda enfrenta problemas e citou o que classificou como um “déficit histórico”, mas contestou as críticas direcionadas à administração municipal.

    “Toda cidade tem problemas, ainda mais uma cidade pobre como a nossa, com déficit histórico. Mas nós avançamos em todas as áreas, diferente deles, que regrediram. Pegamos a cidade nas últimas posições e estamos levando para as primeiras. Eles pegaram o estado da Bahia, que era líder em algumas posições, meio de tabela em outras, e foram para as últimas posições em todas as políticas públicas. Depois de 20 anos, aí não tem mais justificativa. O estado andou para trás, regrediu”, afirmou.

    As declarações ocorrem em meio ao confronto político entre os grupos que disputam o governo da Bahia nas eleições de outubro. Bruno é um dos principais aliados de ACM Neto (União Brasil), candidato ao Palácio de Ondina, enquanto o governador Jerônimo Rodrigues (PT) tenta a reeleição. Nas últimas semanas, o prefeito já havia feito críticas ao desempenho da administração estadual e defendido uma mudança no comando do governo.

    Do outro lado, Jerônimo tem direcionado críticas ao grupo de ACM Neto e Bruno Reis durante a disputa política. A troca de acusações ocorre em uma eleição na qual Jerônimo e Neto aparecem tecnicamente empatados em levantamentos recentes de intenção de voto.

    Ao continuar a resposta, Bruno argumentou que o eleitor deve comparar as entregas das administrações e criticou a tentativa de levar o debate para a divisão ideológica ou para os apoios nacionais de cada candidatura.

    “A população já faz o contraponto e decide quem performa, quem entrega, quem dá mais resultado. Esse debate sobre se é de esquerda, de direita, isso não vai mudar a vida do povo. O que vai mudar a vida do povo é entrega e trabalho. Esse debate é uma cortina de fumaça para esconder a incompetência e a falta de entrega. Aí fica discutindo se apoia o candidato A, B, C ou D. Sete eleições com a mesma conversa, é porque não tem o que mostrar”, concluiu.