Bruno Reis revela alternativa para conter impactos da greve dos professores no município

    De acordo com a prefeitura, 70% dos professores já retomaram às atividades nas unidades de ensino

    Foto: Carolina Papa/bahia.ba

    O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), afirmou que poderá ser necessária a contratação de professores substitutos temporários caso a greve do magistério no município não chegue ao fim. O chefe do Executivo municipal pontuou que a medida será a “última alternativa” para diminuir os impactos da paralisação aos estudantes. 

    “Hoje […] mais de 80% dos professores já retornaram [às salas de aula]. Já chegamos a quase a totalidade de escolas reabertas. Ontem, depois da recomendação expressa, 10% das escolas que não estavam em funcionamento, hoje, praticamente, todas retomaram. Só [há] um caminho caso não haja totalidade do retorno dos professores [que] é a gente contratar professores substitutos temporários para normalizar a situação. Não quero chegar a essa medida extrema, mas é a última alternativa que resta”, disse o prefeito, nesta sexta-feira (18) durante a entrega da  requalificação da Avenida Jorge Amado.

    Na quinta-feira (17), a prefeitura emitiu uma nota informando que 70% dos professores já retomaram às atividades nas unidades de ensino. O prefeito ressaltou que os educadores que voltarem a dar aulas terão os salários pagos de forma integral, com os reajustes e o retroativo do mês de maio. 

    Sobre novos diálogos com a categoria, que tem reivindicado o pagamento do piso salarial e reajustes no plano de carreira, a gestão municipal descartou uma nova rodada de negociações “enquanto a greve persistir”. Para Bruno Reis, a paralisação tem viés “político”. 

    “Está mais do que claro que é uma greve política, com os dirigentes sindicais [envolvidos]. A gente faz um apelo para que todos os professores retornem. Aqueles que retornarem terão seus salários pagos na integralidade, com os reajustes, [e com os] retroativos [referentes] a maio. Aqueles que não retornarem, nós vamos ter que contratar professores e substitutos para que as aulas sejam normalizadas”, acrescentou. 

    Paralisação permanence

    A greve dos professores municipais foi decretada no início de maio. Diante os impasses entre a prefeitura e a categoria, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) aplicou uma multa diária de R$ 30 mil ao coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), Rui Oliveira. 

    A medida é referente aos descumprimento das ordens judiciais que determinaram o fim da paralisação. Para o sindicato, a multa diária estipulada foi de R$ 200 mil, totalizando R$ 5 milhões até o momento.