Publicado em 25/10/2024 às 11h53.

Bruno sugere intervenção federal e diz que 10 mil homens do Exército acabariam com facções

Prefeito afirmou que, se fosse o governador Jerônimo Rodrigues (PT), recorreria à ajuda do presidente Lula para conter avanço da violência na capital

Alexandre Santos / André Souza
Foto: André Souza

 

O prefeito Bruno Reis (União Brasil) afirmou nesta sexta-feira (25) que a vinda de 10 mil homens do Exército acabaria com as facções e restabeleceria a paz na capital baiana. A sugestão foi dirigida ao governador Jerônimo Rodrigues (PT), a quem ele voltou a chamar de “negacionista” da violência.

“Eu tenho dito que, se fosse governador, Bruno Soares Reis, eu pediria apoio do Exército. Pedia para mandar aqui 10 mil homens. Iria, sob a minha liderança, o meu comando, entrar nas áreas onde tem as brigas das facções, acabar com elas, restabelecer a paz e deixar o Exército tomando conta, enquanto ia para outras áreas”, declarou o prefeito durante a entrega de obras no bairro da Mata Escura.

Quando ele fizesse isso em cinco áreas, o restante das outras áreas todas iam embora, e a paz estava estabelecida. Agora, não admite. Não é fraqueza, não, pedir apoio, pedir ajuda. Peça e lidere. Ele não é amigo do presidente [Lula]? ‘Presidente, me mande aqui 10 mil homens do Exército, sob a minha liderança e meu comando, e eu vou resolver o problema’. Era isso que eu faria”, acrescentou.

Ao criticar o governador, Bruno repetiu adjetivo usado por ACM Neto e rechaçou a fala em que o petista nacionalizou o  problema do avanço da violência e, dias depois, o comparou a uma “gripezinha”.

“Jerônimo tem que, primeiro, admitir, deixar de ser negacionista. Segundo: tratar o assunto com seriedade. Dizer que a questão da segurança em Salvador é uma ‘gripezinha’ é um tapa na cara da população. Terceiro: assumir as responsabilidades como governador, e não ficar procurando justificativas ou culpados. Vocês nunca me viram aqui dizendo ‘não é comigo, não’. Até a segurança, que não é responsabilidade da prefeitura, porque eu não comando a Polícia Civil, nem a Polícia Militar, nós não temos condições de enfrentar as facções. Como é o problema da cidade?”, questionou o prefeito, para quem o problema está concentrado em bairros da periferia .

“É nos pontos turísticos? Nas áreas centrais da cidade? Não. Lá tem segurança. Então o turista, o visitante, pode vir visitar Salvador, que lá tem câmeras colocadas pela prefeitura, pelo governo. Tem Guarda Civil Municipal. Qual o problema da segurança? As brigas das facções ocorrem nos bairros, para tomar o controle das áreas. [É] a prefeitura que vai resolver esse problema? É o governo federal que vai resolver esse problema? Não. É o governador. Agora, se ele não tem competência, ele pede para sair ou vai pedir apoio”, criticou.

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