Busca por viagens para posse de Lula cresce 70% após eleição

    Levantamento aponta alta de 70% nas buscas por passagens para a capital federal, enquanto voos na véspera da cerimônia chegam a custar R$ 1,5 mil

    Foto: Ricardo Stuckert / PR

    A procura por viagens a Brasília aumentou após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 25 de outubro. A cerimônia que marcará o início do mandato está prevista para 5 de janeiro de 2027, e o Partido dos Trabalhadores articula caravanas para levar apoiadores à capital federal.

    Um levantamento do Google Trends aponta que as buscas por “passagem para Brasília” cresceram 70% em comparação com a semana anterior. O pico ocorreu em 26 de outubro, um dia após o segundo turno. As buscas por “caravana posse do Lula” também cresceram.

    Um voo entre São Paulo (SP) e Brasília (DF), na véspera da solenidade, custa aproximadamente R$ 1,5 mil. A tarifa média do mesmo trecho em janeiro de 2026 foi de R$ 444,63, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

    Nas redes sociais, excursões são anunciadas por valores entre R$ 390 e R$ 2 mil.

    PT organiza caravanas

    A Comissão Executiva Nacional do PT orientou diretórios estaduais e municipais, parlamentares, sindicatos e movimentos sociais a organizar delegações para a posse.

    No Distrito Federal, o partido projeta público superior aos 300 mil participantes registrados em 2023. O presidente do PT-DF, Guilherme Sigmaringa, afirmou que a mudança na data facilita o planejamento das viagens e destacou a possibilidade de ser a última posse de Lula, que já declarou não pretender disputar outro mandato.

    A procura também movimenta a hospedagem. Levantamento da Associação de Aluguel por Temporada de Brasília apontou ocupação próxima de 60% dos imóveis mapeados. A demanda alcança cidades do Entorno, como Valparaíso de Goiás.

    Mudança na data

    A cerimônia de 2027 será a primeira realizada em 5 de janeiro. A alteração foi estabelecida pela Emenda Constitucional nº 111, promulgada em 2021, que encerrou a tradição de posse presidencial em 1º de janeiro. A norma também fixou 6 de janeiro para a posse dos governadores, enquanto a abertura dos trabalhos do Congresso permanece em 1º de fevereiro.

    A mudança busca facilitar a participação de chefes de Estado e de governo. O Brasil deverá convidar representantes de países com os quais mantém relações diplomáticas, incluindo Donald Trump, dos Estados Unidos, e Javier Milei, da Argentina. O governo chileno informou que o presidente José Antonio Kast pretende comparecer.

    O Planalto ainda não iniciou os preparativos. Lula deve tratar da organização na segunda quinzena de novembro, após viagem à Turquia e às Filipinas.