Cabral usou ‘pontos cegos’ e fez nomeação na prisão, diz Promotoria

    A atuação do ex-governador atrás das grades serviu como base para o pedido de transferência do ex-governador feito pelas forças-tarefas da Lava Jato no Rio e Paraná

    Foto: Reprodução/Jornal Hora H

    A rede de influência do ex-governador Sérgio Cabral (MDB) mantida dentro da prisão, segundo o Ministério Público do Rio, permitiu que ele fizesse uso de “pontos cegos” no videomonitoramento da cadeia e até influenciasse na nomeação de cargo público do Estado, de acordo com o jornal Folha de S. Paulo.

    A atuação de Cabral atrás das grades serviu como base para o pedido de transferência do ex-governador feito pelas forças-tarefas da Lava Jato no Rio e Paraná.

    Os juízes Sérgio Moro e Caroline Figueiredo (substituta de Marcelo Bretas) acataram a solicitação e o emedebista foi levado nesta quinta-feira (18) para o Complexo Médico Penal, em Pinhais.

    O Ministério Público do Rio afirmou que desde a prisão de Cabral, em novembro de 2016, o secretário de Administração Penitenciária, Erir Ribeiro Costa Filho, tomou medidas para atender demandas do ex-governador. A Promotoria pediu à Justiça o afastamento dele na pasta, assim como de outros cinco servidores.