Publicado em 03/08/2026 às 10h39.

Caiado prega violência policial contra agressores: ‘Educadinha’

Candidato cobrou respeito às autoridades e detalhou plano de confisco de bens de criminosos

Pevê Araújo
Foto: Lula Bonfim/bahia.ba

 

O ex-governador de Goiás e candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), disse nesta segunda-feira (2) que policiais devem reagir com força contra autores de violência doméstica que tentarem agredir agentes.

Em entrevista ao Canal MyNews, Caiado disse que em situações de violência, “se a polícia puder dar uma educadinha nele, é bem dada também”.

“A minha polícia entra para proteger a família, a minha polícia entra para proteger o cidadão. Bandido não vai ameaçar polícia minha. Se ele achar que, como agrediu a esposa, pode agredir também as forças policiais, vai tomar uma ‘educadinha’ bem dada para saber respeitar as autoridades”, afirmou.

Caiado quer ampliação de pena

O candidato apontou também que se vencer as eleições vai ampliar para 30 anos a pena por feminicídio, além de exigir o cumprimento de 90% da condenação antes de qualquer redução e confiscar bens do agressor para enviar à vítima ou aos filhos.

Questionado sobre as eleições, Caiado afirmou que quer vencer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no entanto, destacou que necessita superar os votos do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), classificado em segundo nas pesquisas.

Para subir nas intenções de voto, Caiado foca nas rejeições de Lula e Flávio. “Tudo que eu falo não é na teoria. É o que eu exerci. Não se aprende a governar na Presidência da República”, destacou.

Apoio na Bahia

Nas últimas semanas, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) declarou apoio a candidatura de Caiado ao Planalto. Além dele, o prefeito Bruno Reis (União Brasil) também confirmou a parceria.

Caiado lançou a pré-candidatura no dia 4 de abril de 2025, no Centro de Convenções de Salvador. O ato contou com apoio das principais forças políticas aliadas à direita da capital baiana.

Durante as tratativas, ele chegou a se reunir com o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), mas as negociações para compor chapa única esfriaram.

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