Calvário: irmão de Nizan Guanaes e primo de Jutahy Jr. são citados em delação

    Os baianos são acusados de integrar esquema de pagamento de propina através da contratação do Instituto Sócrates Guanaes

    Foto: Reprodução/Facebook

    O irmão do publicitário Nizan Guanaes, André Guanaes e o primo de Jutahy Magalhães, Juracy Magalhães Neto, além de Carlos Antonio Andrade foram citados em delação premiada de Daniel Gomes, que gerou a Operação Calvário.

    Os baianos são acusados de integrar esquema de pagamento de propina através da contratação do Instituto Sócrates Guanaes (ISG) para a gestão dos hospitais estaduais nas cidades de Araruama e Niterói, no estado do Rio de Janeiro.

    A operação Calvário já resultou na prisão de servidores e ex-servidores de alto escalão. Em dezembro, uma das fases da operação acabou com a prisão do ex-governador Ricardo Coutinho (PSB).

    Conforme a transcrição da delação de Daniel Gomes, entre 2013 e 2014, o então responsável pelo jurídico do ISG, foi quem apresentou o André Guanaes ao delator e o doleiro Jorge Luz foi representado por André Guanaes. No encontro, Luz teria afirmado que o ISG era qualificado como Organização Social (OSS) na Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro, mas até então nunca havia ganhado licitações no estado por falta de interlocução política. O instituto foi fundado em Salvador em julho de 2000 e a partir de 2012 iniciou um processo de expansão por outros estados brasileiros, conforme o site da entidade.

    O delator afirma que, por fim, a contratação aconteceu. Durante o depoimento Daniel Gomes ainda relatou que a efetivação do contrato só aconteceu mediante interlocução do deputado Leonardo Piccianni.

    Em outro ponto da delação, o interlocutor lembra que, antes de iniciar o Contrato do Hospital Estadual Roberto Chabo, André Guanaes relatou que o Instituto Sócrates Guanaes estava com dificuldades financeiras e, a pedido de todos os envolvidos na operação, Daniel Gomes emprestou recursos próprios para quitar as dívidas da instituição, que incluíam débitos pessoais de André Guanes.