Câmara aprova mais um empréstimo para gestão de ACM Neto

    Legislativo soteropolitano autorizou prefeitura a pegar US$ 60,7 milhões com o CAF – Banco de Desenvolvimento da América Latina

    Foto: Antonio Queirós/ CMS

    Por 32 votos a favor e cinco contra, a Câmara de Salvador aprovou, nesta quarta-feira (22), mais um empréstimo para a administração do prefeito ACM Neto (DEM). Desta vez, a Casa Legislativa autorizou que a gestão pegue US$ 60,7 milhões com o CAF – Banco de Desenvolvimento da América Latina.

    Na sessão, os oposicionistas voltaram a criticar o aumento do endividamento do Município. Já o líder do governo, Henrique Carballal (PV), ressaltou que a Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) também aprovou, nesta terça-feira (21), um financiamento para o governador Rui Costa (PT).

    Segundo a matéria do Executivo, os recursos serão utilizados no Programa de Requalificação de Salvador (Proquali), que inclui intervenções urbanas das áreas do Farol de Itapuã, da orla Amaralina-Pituba, Praça Cayru e Corredor da Fé, até a Praça da Base da Colina Sagrada (percurso da Lavagem do Bonfim).

    Também fazem parte do conjunto a elaboração dos planos de Saneamento Básico e Diretor de Tecnologia, instalação da infraestrutura de Tecnologia da Informação (Salvador Inteligente) e a implantação do Museu da Música Brasileira.

    A Câmara já tinha permitido, na semana passada, que o Palácio Thomé de Souza contrate um empréstimo de R$ 75 milhões junto à Caixa Econômica Federal.

    Unesco – O Legislativo soteropolitano aprovou ainda o projeto que transfere R$ 700 mil do Município para a Unesco, segundo a prefeitura, com “o propósito que este organismo internacional venha capacitar a equipe técnica” da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF).

    Confusão – Os vereadores governistas voltaram a reclamar do líder da oposição, José Trindade (PSL), que chamou a bancada de “vacas de presépio”.

    Teo Senna (PHS) pediu para a expressão fosse retirada da ata. Já Felipe Lucas (PMDB) disse que o edil oposicionista faz “política de boteco”. “É uma política que envergonha. É uma forma medíocre de dizer que ‘estamos perdidos’”, condenou o peemedebista.