CMS condena invasão ao plenário: ‘Manifestar-se não é promover baderna’

    Nota oficial destaca compromisso com a democracia e repudia atos de vandalismo durante protesto

    Foto: Antonio Queirós/CMS

    A Câmara Municipal de Salvador (CMS) divulgou uma nota pública nesta semana em que condena a invasão ao plenário ocorrida na última quinta-feira (22), durante a votação do projeto de reajuste salarial dos servidores municipais.

    No texto, a Casa reafirma seu compromisso com a democracia, mas ressalta que atos de violência e depredação não serão tolerados.

    “Sim, a casa é do povo. Da baderna, não”, afirma a nota, que critica a conduta dos manifestantes contrários à proposta em discussão.

    “Manifestar-se não é promover invasão, baderna, depredação. Lutar por seus direitos não é agredir ou acuar representantes e servidores públicos, nem impedir o trabalho da imprensa livre”, continua o comunicado.

    A Câmara também lembrou que sempre foi espaço de escuta e de acolhimento para reivindicações legítimas da sociedade, mas frisou que o episódio ultrapassou os limites do respeito e da civilidade.

    “A CMS já foi palco de inúmeras manifestações democráticas, abrigando protestos e vozes divergentes. Porém, os acontecimentos do dia 22 de maio feriram o espírito da Casa e atacaram diretamente os princípios da democracia”, destaca outro trecho da nota.

    A confusão aconteceu durante a votação do projeto que trata do reajuste salarial dos servidores públicos. Sindicalistas contrários ao texto invadiram o plenário com o objetivo de interromper a sessão.

    O ato gerou tumulto e interrompeu temporariamente os trabalhos legislativos, mobilizando a segurança interna e provocando forte reação dos vereadores da base governista.

    A Mesa Diretora ainda não anunciou se medidas legais serão tomadas contra os responsáveis pela invasão, mas reforçou que o episódio será apurado e que o Legislativo soteropolitano seguirá atuando com “compromisso institucional e respeito às regras democráticas”.