Campanha de Lula registra canal ‘Exército do Lula’ no TSE

    O canal publica conteúdos sobre a disputa presidencial e críticas ao senador Flávio Bolsonaro

    Foto: Ricardo Stuckert / PR

    A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou nesta terça-feira (13) o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede), após o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, determinar a formalização da ferramenta. O canal reúne mais de 4,2 milhões de usuários e estava sob questionamento na Justiça Eleitoral.

    A decisão de Nunes Marques estabeleceu que o canal deveria ser regularizado antes de voltar a funcionar na campanha. Pela determinação, ferramentas de comunicação criadas antes do registro na Justiça Eleitoral precisam aguardar 48 horas após a formalização para serem utilizadas eleitoralmente.

    O canal publica conteúdos sobre a disputa presidencial e críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno. Após a suspensão, uma das mensagens divulgadas relacionou a interrupção das atividades à votação da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, marcada para esta quarta-feira (14).

    “O nosso exército ficará fora do ar somente por 48 horas, ou seja somente até terminar a votação do fim da escala 6 x 1! Que coincidência incrível essa !!!”, diz a publicação.

    Disputa entre campanhas chegou à Justiça Eleitoral

    O uso do canal provocou um embate entre as campanhas presidenciais. A equipe de Flávio Bolsonaro acionou a Justiça Eleitoral, alegando que a ferramenta era utilizada para disseminar conteúdos de desinformação.

    A discussão ganhou força após decisões divergentes no âmbito do TSE sobre o funcionamento do canal. Para encerrar o impasse, Nunes Marques determinou a regularização formal e a suspensão das atividades até o cumprimento das exigências estabelecidas.

    Com o registro realizado nesta terça-feira, começa a contar o prazo de 48 horas previsto na decisão para que o canal possa ser utilizado eleitoralmente.