Campanha não é afetada por ‘bunker’ dos Vieira Lima, afirma João Santana

    "É um problema que eles têm que resolver com a Justiça, não é comigo. [...] Se aquele dinheiro todo fosse do partido, tudo bem", afirmou pré-candidato

    Foto: Divulgação/ MDB Bahia

    O pré-candidato do MDB ao governo do Estado, João Santana, negou, em entrevista ao bahia.ba, que sua campanha seja afetada pelo escândalo do “bunker” de R$ 51 milhões, pelo qual os irmãos Vieira Lima se tornaram réus no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (8).

    “Isso não tem nada a ver com a minha campanha nem com a minha pessoa. É um problema que eles têm que resolver com a Justiça, não é comigo. Não tem nada a ver com o partido, meu filho. […] Se aquele dinheiro todo fosse do partido, tudo bem. Mas não é do partido, não é meu”, argumentou o ex-ministro.

    Na denúncia, a Procuradoria Geral da República (PGR) sustenta que os R$ 51 milhões – apreendidos pela Polícia Federal em um apartamento no bairro da Graça, em Salvador – são possivelmente oriundos de propinas da Odebrecht, repasses do operador financeiro Lúcio Funaro e desvios de políticos do MDB.

    “Você já perguntou a Rui dos R$ 84 milhões que o Ministério Público diz que Wagner surrupiou da Fonte Nova? Ele é o padrinho de Rui, o elegeu. Já perguntou a Zé Ronaldo como ele vai ficar com Agripino [Maia] respondendo na Laja Jato?”, acrescentou Santana, ao citar outros postulantes ao governo nas eleições de outubro.

    O emedebista ainda comentou sobre o ritmo de sua pré-campanha: “Estou crescendo no interior, sou chamado para tudo”.

    No final de abril, Santana recebeu em Salvador, junto com o deputado federal Lúcio Vieira Lima, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun.

    Segundo a assessoria de imprensa do partido, na ocasião os três conversaram sobre o cenário nacional, a política na Bahia e o pleito de 2018.