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    Candidata critica silêncio de senadores após afastamentos na PF

    Delliana cobra posicionamento de senadores baianos

    Foto: Divulgação/Bruno Hierro

    A candidata ao Senado Professora Delliana (PSOL) criticou o silêncio dos candidatos baianos, mas ainda mais dos senadores baianos e cobrou um pronunciamento sobre os recentes desdobramentos das investigações envolvendo o Banco Master.

    A declaração feita nesta terça-feira (8) ao bahia.ba, ocorreu após o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, ser afastado do cargo, medida que, na avaliação da candidata, levanta questionamentos sobre a condução das apurações.

    Ao comentar o episódio, Delliana afirmou que identificou uma possível interferência no andamento das investigações e questionou o fato de investigadores serem atingidos pelas decisões relacionadas ao caso.

    “Sobre esse silêncio dos candidatos, sobretudo envolvendo essas questões do STF e do Banco Máster, hoje tivemos o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, o Andrei Rodrigues. E a gente percebe que é um processo de intervenção no curso das investigações, porque pune quem está investigando e não os investigados”, disse a candidata.

    Senadores entram no alvo da crítica

    Além de cobrar posicionamentos dos demais candidatos baianos, a representante do PSOL direcionou a crítica aos parlamentares que atualmente ocupam cadeiras no Senado: Otto Alencar (PSD), Jaques Wagner (PT) e Angelo Coronel (Republicanos).

    “Mas para além do silêncio dos candidatos, me incomoda muito o silêncio dos senadores com o mandato. Até agora eu não vi nenhuma nota, nenhuma linha, nenhum pronunciamento nem de Otto Alencar, nem de Angelo Coronel e nem de Jaques Wagner”, criticou.

    Candidata cobra providências

    Delliana defendeu também que os senadores acompanhem de perto os desdobramentos do caso e adotem medidas diante da situação envolvendo a Polícia Federal, o Supremo Tribunal Federal (STF) e as investigações sobre o Banco Master.

    “É necessário que a gente cobre dessas pessoas que estão com o mandato, que têm a função de fato, a tarefa de acompanhar esse processo muito de perto e tomar providências para que a gente possa de alguma forma tentar estancar essa sangria”, disse.