Publicado em 24/07/2026 às 10h36.

Capitão Alden rebate Jaques Wagner e culpa PT por força de facções

Parlamentar do PL comentou tese de senador sobre origem da criminalidade

Pevê Araújo
Foto: Assessoria/Capitão Alden

 

O deputado federal Capitão Alden (PL-BA) subiu o tom contra o senador Jaques Wagner (PT-BA) e atribuiu diretamente às duas décadas de gestões contínuas do Partido dos Trabalhadores a crise de segurança pública na Bahia.

A manifestação do parlamentar da ala bolsonarista ocorreu na manhã desta sexta-feira (24), em resposta à fala do senador petista, que havia associado o surgimento das maiores facções criminosas do país a estados historicamente administrados pela direita.

Procurado pela reportagem do bahia.ba, Alden criticou as declarações de Wagner e cobrou foco nas ações do presente.

“Senador Jaques Wagner tenta transferir a responsabilidade por um problema que se agravou justamente durante os quase 20 anos em que o PT governa a Bahia. Não importa onde uma facção criminosa surgiu décadas atrás. O que importa é quem governou enquanto essas organizações cresceram, se fortaleceram e expandiram seu domínio”, rebateu o deputado do PL.

O parlamentar de oposição completou afirmando que o debate atual não deve se perder em discussões de palanque.

“Hoje, a Bahia convive com um dos cenários mais graves de violência e presença de facções do país, após sucessivos governos do PT. A população não quer desculpas nem disputa de narrativas; quer resultados, segurança e combate firme ao crime organizado”, finalizou Alden.

O discurso de Wagner

A reação do deputado bolsonarista foi motivada por uma entrevista concedida por Jaques Wagner à Rádio Andaiá FM nesta sexta-feira (24). Na ocasião, o senador defendeu uma atuação integrada entre a União, estados e municípios e minimizou as críticas direcionadas ao governador Jerônimo Rodrigues (PT), alegando que a oposição tenta simplificar o avanço da criminalidade.

“Se eu quisesse ser leviano, poderia dizer que, das cinco cidades apontadas entre as mais violentas no estado, três são administradas pela oposição [Jequié, Porto Seguro e Simões Filho]. Mas falar isso seria simplificar o assunto, porque o problema é estrutural e muito mais profundo. O crime organizado não respeita fronteiras nem partidos”, declarou Wagner.

Para o senador petista, o combate ao tráfico de drogas e armas precisa focar no estrangulamento financeiro dos grupos armados, e não apenas no policiamento ostensivo. Foi nesse momento que o líder governista nacionalizou o debate e mirou nos redutos políticos adversários no Sudeste.

“O PCC de São Paulo e o Comando Vermelho do Rio de Janeiro se criaram em estados governados historicamente pela direita e se espalharam pelo país. O crime hoje é uma multinacional do mal. Não se combate isso apenas com o policial na rua, mas atacando onde dói: no bolso do crime organizado, com tecnologia e inteligência cibernética”, pontuou o senador.

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