Carlos Andrade, da Fecomércio, diz que vivemos ‘uma catástrofe’

    Agora, no fim do mês, vem o primeiro grande dilema: o comércio não faturou. E como pagar aos funcionários?

    Pergunta a Carlos Andrade, presidente da Federação do Comércio da Bahia: se o comércio fecha as portas, obviamente, não fatura. E como pagar as contas?

    — Essa é a questão. Tudo isso é coisa nova para todo mundo. Ninguém pode ser o dono da verdade numa circunstância dessa. Estamos em guerra.

    Terça passada, lideranças de oito entidades empresariais baianas que concentram mais de 95% do PIB estadual se reuniram e produziram duas cartas, uma para ACM Neto, e outra para Rui Costa. Elencaram uma série de reivindicações. Até agora, sem resposta.

    Paciência

    Eles pedem crédito, suspensão temporária da obrigatoriedade de pagar impostos em dia, flexibilização das dívidas já existentes e liberação do 13º para quem ganha até dois salários mínimo. Carlos Andrade diz entender a situação.

    — Nós até entendemos que o momento é de unir esforços para segurar o corona. O problema é que a gente pede hoje, e os governos respondem com 40, 60 dias. E os boletos e o vírus não esperam.

    Agora, no fim do mês, vem o primeiro grande dilema: o comércio não faturou. E como pagar aos funcionários?

    — As soluções vão demandar muita paciência.

    O comércio baiano emprega cerca de cinco milhões de pessoas, um terço da população do Estado. Só funcionam farmácias e supermercados. Todos outros perdem.

    — É uma catástrofe.