Carlos Muniz defende investigação sobre repasses a ACM Neto, mas diz não ver ilegalidade

    Presidente da CMS reforçou que a apuração é o caminho natural para esclarecer se houve algo ilícito no futuro

    Foto: André Souza / bahia.ba

    O presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), Carlos Muniz (PSDB), adotou um tom cauteloso nesta quarta-feira (11) ao comentar as movimentações financeiras de R$ 3,6 milhões recebidas por uma empresa do ex-prefeito ACM Neto.

    Durante a sessão plenária, Muniz defendeu que qualquer figura pública deve estar sujeita a investigações, mas ressaltou que, até o momento, não identificou indícios de ilicitudes nos repasses efetuados pelo Banco Master e pela gestora Reag.

    “Eu acho que todo ato tem que ter a responsabilidade daquele que cometeu o ato. Se ele cometeu algum ato ilegal, que ele pague pelo ato de ilegalidade que ele cometeu”, pontuou o presidente da Casa. Muniz reforçou que a apuração é o caminho natural para esclarecer se houve algo ilícito no futuro, mas ponderou que a prestação de serviços de consultoria é uma atividade comum para ex-gestores.

    Recebimentos

    A polêmica ganhou corpo após a divulgação de um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que rastreou os pagamentos realizados entre dezembro de 2022 e maio de 2024. O documento detalha que os recursos foram transferidos em etapas distintas após o pleito eleitoral de 2022.

    ACM Neto, por sua vez, mantém a postura de que os valores são fruto de contratos de consultoria empresarial devidamente registrados. O ex-prefeito afirma que as notas fiscais foram emitidas e os impostos recolhidos, tratando-se de uma relação privada de prestação de serviços técnicos.