Carlos Muniz explica retirada de projeto de reajuste dos professores

    Presidente da Casa também comentou sobre o bate-boca que teve com Kiki Bispo

    Foto: André Souza / bahia.ba

    Após intensa sessão na Câmara Municipal de Salvador, o presidente da Casa, Carlos Muniz (PSDB), explicou nesta quarta-feira (24) a retirada do projeto de reajuste salarial dos professores municipais da pauta.

    “Fui surpreendido, porque havia um acordo entre a APLB e o Executivo Municipal para que o projeto fosse votado hoje e colocado em regime de urgência. No entanto, o presidente da APLB informou no Plenário que o acordo estava desfeito, então não podíamos votar o projeto sem esse entendimento”, afirmou Muniz.

    O presidente também comentou sobre a aprovação da LOUS. “O projeto foi debatido em duas audiências públicas, com ampla participação popular, especialmente nas ilhas. Ele foi discutido de forma detalhada e passou pela Comissão de Processos de Justiça, Redação Final e Comissão de Finanças e Orçamento, recebendo aprovação”, explicou.

    Já sobre o subsídio do transporte, Muniz destacou que algumas emendas foram apresentadas em plenário. “Identificamos tentativas de retirar poderes da Câmara, o que não aceitamos. Por isso, emendamos para que todos os projetos relacionados ao transporte público passem pelo Legislativo durante o ano. Essa é a única diferença em relação ao projeto original. Não aceitaríamos que a Câmara fosse excluída de decisões importantes da cidade”, afirmou.

    Confusão com Kiki Bispo

    Carlos Muniz e o líder do governo, Kiki Bispo (União Brasil), protagonizaram um bate-boca no plenário durante a votação do Projeto de Lei nº 175/2024, que prevê alterações no Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) e na Lei de Ordenamento do Uso e Ocupação do Solo (LOUOS).

    “Ele se posicionou contra uma emenda, mas com o voto vencido, pois a emenda já havia sido aprovada pelas comissões. Em votações, situações assim são normais: quando alguém perde, pode tomar atitudes que não concordamos, mas que respeitamos”, explicou Muniz.